Foto da fachada frontal do prédio do IPR Como descrever em poucas palavras um perfil do IPR? Ajudaria talvez mencionar o chamado “Ciclo de Desenvolvimento Tecnológico”, idealizado pelo cientista britânico, Derek John de Solla Price (1922-83). Este ciclo compreende quatro “estações” básicas, que se interligam num movimento de rotação, formando um conjunto dinâmico. Essas estações são, em ordem cronológica, as seguintes: a Pesquisa, a Normalização, a Transferência de Tecnologia e a Assistência Técnica. ![]() Surge, na área rodoviária, uma demanda específica qualquer, que gera uma pesquisa tecnológica. Concluída a pesquisa, que pode levar de meses a anos, os resultados, ou seja, a nova tecnologia, testada e comprovada pelo IPR, deve ser colocada no papel, isto é, normalizada, segundo padrões previamente definidos. A Normalização em geral produz Normas, mas também são gerados, conforme o caso, Manuais, Instruções, Diretrizes e outros tipos de publicações técnicas. Após a Normalização, vem a necessidade de divulgar os resultados, ou seja, a Transferência de Tecnologia, que se faz por meio de cursos, treinamentos, seminários, etc, sempre tendo como foco a comunidade rodoviária. Por fim, viria a Assistência Técnica ou o Apoio Tecnológico, que nada mais seria do que a aplicação num caso real das tecnologias descobertas e comprovadas pelo IPR, que pode gerar a necessidade de novas pesquisas. Assim se fecha o ciclo. Assim funciona o IPR em linhas gerais. Desenvolvendo, portanto, no mínimo quatro atividades claramente definidas e claramente inter-relacionadas, o IPR consegue funcionar de forma harmônica e independente, se realimentando a si próprio. A independência é, no entanto, relativa, porque o IPR ganha boa parte de sua vitalidade por meio das interações e convênios que mantém com as universidades, com outros centros de pesquisa e com empresas públicas e privadas, interessadas no desenvolvimento tecnológico. Alguns exemplos de pesquisas recentes desenvolvidas ou em desenvolvimento pelo IPR incluem: Asfaltos Modificados por Polímeros, Recapeamento de Pavimentos Flexíveis com Concreto do Tipo Whitetopping, Utilização de Escória de Aciaria como Base e Sub-Base de Pavimentos, Estudos de Impacto do BITREM nas Rodovias Federais, Custos de Acidentes. Atualmente, a produção literária do IPR alcança as cifras de 390 Normas Técnicas e 730 Manuais e Publicações Técnicas variadas, que cobrem todos os aspectos da engenharia rodoviária. Grande parte dessa documentação está disponível, gratuitamente, no site do DNIT – Departamento de Infra-Estrutura Terrestre, órgão do Ministério dos Transportes, e toda ela passa por um constante processo de atualização e revisão. No tocante à transferência tecnológica, que se materializa em longas temporadas (média de 2 anos) de Treinamento e Capacitação de Pessoal, em todo o Brasil, atendendo a uma clientela diversificada e com uma assistência bastante disputada, o IPR realizou, desde 1972, mais de 700 cursos, ministrados a quase 16.000 alunos. Por fim, em relação ao Apoio Tecnológico prestado pelo IPR, deve-se mencionar as vistorias, as inspeções e as auditorias técnicas realizadas em atendimento a solicitações provenientes das diversas setoriais do DNIT, bem como a programas governamentais específicos, que incluam uma vertente rodoviária (PPI, PETSE, PAC, outros). O retrato do IPR não ficaria
completo sem uma legenda à altura: o IPR – a base tecnológica da
Engenharia Rodoviária no Brasil.
Eng.o Civil M.Sc. CHEQUER JABOUR CHEQUER |